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Dúvidas Frequentes

Perguntas e respostas sobre Software Livre

  1. O que é software livre?
  2. Livre é sinônimo de grátis?
  3. Quais são as reais diferenças entre software livre e código aberto?
  4. Um software livre é de domínio público, ou vice-versa?
  5. O software livre resguarda direitos autorais?
  6. Se uma empresa desenvolvedora de software proprietário optasse por liberar gratuitamente o seu software (por exemplo, você poderia entrar no site da empresa e baixar o programa), isso o tornaria livre?
  7. Qual a diferença entre código fonte e licença?
  8. O que é código fonte?
  9. Seria interessante a liberação do código fonte? Isso não parece algo dramático?
  10. Até que ponto o software livre pode influenciar positivamente na inclusão digital?
  11. Estudar e saber como um software funciona por dentro não é perigoso? Isso não o torna  inseguro?
  12. Uma das vantagens dos softwares livres é favorecer as necessidades de alterações dos usuários, mas para alterá-los é preciso muito conhecimento?
  13. Esse conceito de liberdade tem se restringido somente a software?
  14. Seria necessário mais capacitação de técnicos e servidores públicos para que o software livre fosse mais aceito?
  15. A idéia de software de código aberto está crescendo no Brasil. Essa idéia também é nova em muitos países?
  16. Por que os órgãos públicos só agora atentaram para a necessidade de se utilizar o software livre?
  17. O Linux, sendo um software livre, precisa ser tão complicado?
  18. Além do Linux, existem outros softwares livres?

 

 

 

 

 


1. O que é software livre?

O conceito de software livre define que temos 4 liberdades básicas: executar o programa para qualquer coisa que desejemos, estudar como o programa funciona (principalmente por meio do seu código fonte), modificá-lo e distribuí-lo livremente.

 

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2. Livre é sinônimo de grátis?

Não. O termo "livre" é relacionado às quatro liberdades citadas acima. Embora o software livre gratuito predomine, softwares livres podem ser comercializados. 

 

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3. Quais são as reais diferenças entre software livre e código aberto?

No sentido restrito do termo aberto, um software de código aberto pode ter apenas o código disponibilizado aos usuários, ficando vetadas a modificação e a distribuição do mesmo. O software livre, por sua vez, garante, além da liberdade de visualização do código, a sua execução, modificação e distribuição. Um termo muito comum é o OpenSource, também significando software livre. No entanto, a comunidade que usa esse termo tem um enfoque mais de mercado, enquanto os defensores da filosofia do software livre (free software) consideram valores éticos e o caráter social das licenças livres.

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4. Um software livre é de domínio público, ou vice-versa?

Não. O software de domínio público, apesar de oferecer acessibilidade ao código fonte e uso irrestrito, não é submetido a nenhuma licença. Portanto, é uma modalidade de software que está sujeita à apropriação por pessoas maliciosas. Um sujeito qualquer, por exemplo, poderia se apropriar de um código de domínio público, submetê-lo ao copyright e vetar o acesso ao mesmo, como se ele próprio fosse o autor. Um software livre, ao contrário, é submetido a uma licença que oferece as quatro liberdades e protege o programa contra apropriação.

 

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5. O software livre resguarda direitos autorais?

Sim. Para que um software permaneça livre, primeiramente o autor deve submetê-lo ao copyright, resguardando seus direitos. Por fim, são adicionados termos de uso e de distribuição que permitem a execução, o estudo, a modificação e a redistribuição do código – ou programas derivados deste.

 

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6. Se uma empresa desenvolvedora de software proprietário optasse por liberar gratuitamente o seu software (por exemplo, você poderia entrar no site da empresa e baixar o programa), isso o tornaria livre?

Não. O fato de ser gratuito não significa que um software seja livre. Para torná-lo livre, seria necessário submetê-lo a alguma licença de software livre.

 

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7. Qual a diferença entre código fonte e licença?

Código fonte é o programa escrito em linguagem de programação, o qual gera o programa executável. A licença é um contrato que assinamos para utilizar o software. O termo da licença geralmente está dentro do programa ou vem junto com ele, e, muita vezes, é apresentado para você concordar com o mesmo antes de instalar o software.

 

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8. O que é código fonte?

Vamos usar, como metáfora, um refrigerante qualquer. A fórmula do refrigerante é o código fonte. Já o refrigerante em si é código executável, ou seja, o produto final que consumimos. O equivalente ao refrigerante ser livre seria liberar sua fórmula, escrevê-la na garrafa e dar permissão para estudá-la, distribuí-la e modificá-la, sem restrição.

 

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9. Seria interessante a liberação do código fonte? Isso não parece algo dramático?

A princípio a idéia de liberar o código fonte pode assustar, pois ela soa como a "entrega do pote de ouro". Porém, uma possibilidade interessante descortina-se ao liberar o acesso a um determinado código. Atualmente, grupos desenvolvedores de software têm contado com o apoio da comunidade para melhorar seus programas, em função da abertura dos mesmos. Até pessoas que oficialmente não fazem parte de comunidades de desenvolvedores podem apontar possíveis erros ou falhas de segurança que comprometem diretamente os sistemas. O "espírito colaborativo" é a marca registrada no universo do software livre. Empresas também estão incluídas neste grupo de colaboradores. A Sun Microsystems, por exemplo, tem contribuído com o projeto Openoffice.org, uma das suítes de aplicativos de escritório mais utilizadas na atualidade. A abertura do código propicia ainda mais flexibilidade ao usuário, uma vez que o mesmo pode modificar o programa por conta própria e adequá-lo às suas necessidades.

 

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10. Até que ponto o software livre pode influenciar positivamente na inclusão digital?

 

A inclusão digital expande-se significativamente com o uso de licenças de software livre. Como o software livre pode ser executado, estudado e distribuído sem restrições, projetos de telecentros podem ser equipados totalmente com software livres e os usuários podem levar esses programas para equipar seus computadores em casa ou passá-los para amigos, sem infringir qualquer restrição de uso.

 

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11. Estudar e saber como um software funciona por dentro não é perigoso? Isso não faria do mesmo inseguros?

A segurança de um software não depende necessariamente de sua licença de uso e de distribuição. Se, por um lado, um software de código fechado pode esconder vulnerabilidades internas (tornando mais difícil a sua descoberta), o software de código aberto pode ser analisado e auditado por mais pessoas, ajudando assim a identificar bugs e falhas de segurança.

 

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12. Uma das vantagens dos softwares livres é favorecer as necessidades de alterações dos usuários, mas para alterá-los é preciso muito conhecimento?

Depende do nível de modificação. Algumas mudanças não exigem conhecimento avançado em programação. Podemos usar, como exemplo, um software que esteja disponível apenas na língua inglesa. Um usuário, tendo acesso ao código, pode traduzir expressões para o idioma de sua origem, por mais que o código seja ilegível. No entanto, caso se deseje realizar uma mudança profunda na estrutura do programa, é preciso um bom conhecimento em programação.

 

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13. Esse conceito de liberdade tem se restringido somente a software?

Não. O Creative Commons é uma licença para propriedades intelectuais nos moldes do software livre, a qual tem sido aplicada para músicas, vídeos, textos, projetos de engenharia e etc.


 

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14. Seria necessário mais capacitação de técnicos e servidores públicos para que o software livre fosse mais aceito?

Certamente. Casos de resistência a planos de migração para software livre são frequêntes. Mas isto é natural, uma vez que temos a tendência de rejeitar uma ferramenta quando não a conhecemos, principalmente quando já estamos acostumados ao uso de outra. A capacitação é importante não apenas no sentido de ensinar o manuseio de programas, mas também para apontar possíveis vantagens que programas livres têm em relação a programas proprietários.

 

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15. A idéia de software de código aberto está crescendo no Brasil. Essa idéia também é nova em muitos países?

Observa-se, a nível internacional, o uso crescente de software livre, principalmente nos segmentos governamentais. Uma das metas da Rússia, por exemplo, é migrar todas as escolas públicas para software livre até o final de 2009.

 

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16. Por que os órgãos públicos só agora atentaram para a necessidade de se utilizar o software livre?

O que se vê na atualidade é o amadurecimento dos programas de computador livres e gratuitos de uso geral, tais como sistemas operacionais, editores de texto, planilhas e imagens, de tal forma que têm sido vistos como boas alternativas ao uso de software proprietários. Além de reduzir gastos, essa ação evita a dependência tecnológica. Antes, para usar um computador, era preciso adquirir a licença de uso de um sistema operacional proprietário. Atualmente, existem sistemas operacionais livres e gratuitos, como o Linux. Embora sem custos, muitas funcionalidades superam as dos sistemas operacionais proprietários predominantes no mercado. Outra tendência dos órgãos públicos tem sido o uso cada vez maior de formatos de arquivo abertos, permitindo a interoperabilidade entre programas. O uso de editores de texto e planilha proprietários impossibilita a edição de arquivos criados por tais ferramentas com outros programas; ou seja, o usuário se torna dependente dos programas que geraram os arquivos e, consequentemente, à compra de licenças. No Estado do Paraná foi sancionada a Lei 15.742, a qual determina que o formato preferencial de arquivos usado por qualquer entidade ligada ao governo do Estado deve ser o ODF. Este é também o formato aberto predominante na esfera governamental brasileira, e for padronizado pelo ABNT.

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17. O Linux, sendo um software livre, precisa ser tão complicado?

 

A usabilidade do Linux não está relacionada ao fato de ser livre. O que se percebe é uma dificuldade inicial por ser algo novo para muitas pessoas. No entanto, seu uso está se popularizando em proporções antes não vistas, o que tende a facilitar o suporte informal (por meio de parentes, vizinhos ou conhecidos). A quantidade de informações disponíveis na Internet é muito rica e, portanto, é bem provável que um usuário encontre de forma simples soluções para suas dúvidas. Não raro é escutar depoimentos de usuários que, uma vez acostumados com o sistema, o elogiam pela simplicidade e facilidade de uso.

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18. Além do Linux, existem outros softwares livres?

Existem milhares de programas livres. OpenOffice/BrOffice, Moodle e Mozilla Firefox são apenas alguns exemplos mais comuns.

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